Imagens mostram acreana sendo levada para casa onde foi morta a facadas no MT Além da dor de perder a acreana Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, assassinada a facadas no último domingo (6) em Feliz Natal (MT), a família da jovem agora enfrenta outra angústia: a busca pelo filho dela, um menino de apenas 6 anos. A família foi informada que a criança está em Nova Mutum (MT), sob os cuidados de uma mulher que os parentes no Acre não conhecem e que, recentemente, cortou qualquer comunicação com eles. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Segundo relatos de uma prima de Mirela ao g1, que preferiu não se identificar, o menino nasceu no Acre e saiu do estado ainda bebê. A jovem havia deixado o filho temporariamente com essa mulher em Nova Mutum enquanto enfrentava dificuldades pessoais. "Ela tinha deixado ele com essa senhora enquanto estava passando por um período ruim. Depois ela foi se ajeitando e, pelo que ela falava e pelas fotos que mandava, parecia que ele estava bem. Só que agora a gente precisa resolver isso e trazer ele para perto da família", afirmou. LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra acreana sendo levada por homem momentos antes de ser morta a facadas em MT: 'Não conhecia ele' Caso Maria Ramona: o que se sabe sobre assassinato de jovem em apartamento no Acre Quase 1 ano após crime, Justiça marca júri de PM acusado de assassinar esposa na frente das filhas dela no AC Homem é condenado a mais de 50 anos por assassinar esposa e tentar matar neta no Acre Nenhum familiar de Mirela reside em Nova Mutum. Logo após o crime, a mulher que cuidava do menino chegou a entrar em contato com a avó paterna da criança para avisar que ele estava bem. No entanto, a atitude dela mudou assim que a família manifestou o desejo de buscar o garoto para criá-lo no Acre. “Ela falou que ele estava muito bem, que estava bem cuidado, mas quando a gente disse que ia buscá-lo, ela bloqueou, desligou o telefone e ninguém consegue mais falar com ela. O pai dele é daqui [do Acre], a avó é daqui e eles querem trazer ele para cá”, relatou a familiar. O pai do menino foi para Mato Grosso e registrou um boletim de ocorrência para saber o paradeiro do filho. Carlo Alves Soares, de 43 anos, foi preso suspeito de matar Mirela dos Santos Kaluzny a facadas em Feliz Natal (MT) Reprodução Assassinato de Mirela em MT Mirela Kaluzny foi morta no último domingo (6) na cidade de Feliz Natal, que fica a 536 km de Cuiabá. Câmeras de segurança registraram o momento em que a jovem, que aparentava estar embriagada, entra em uma residência acompanhada de um homem por volta das 3h19 da madrugada. (Assista ao vídeo no início da reportagem) Mirela estava no aniversário da filha de uma amiga e permaneceu no local depois que começou uma festa. Cerca de sete minutos depois, às 3h26, um dos homens deixa o imóvel sozinho. Mais tarde, por volta das 3h35, uma mulher aparece entrando na casa. De acordo com a família, foi ela quem encontrou Mirela morta e pediu ajuda. A família afirma que ela não conhecia o suspeito do crime, Carlo Alves Soares, de 43 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar escondido no corredor da casa, embriagado, próximo ao corpo ensanguentado da vítima. Ele confessou aos policiais que havia discutido com a vítima e que a atacou com uma faca. A arma foi encontrada no mesmo corredor durante a perícia. Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, morava em Feliz Natal (MT) havia cerca de seis anos. Ela foi morta a facadas no último domingo (6) Arquivo pessoal Os parentes de Mirela acreditam que ela tenha sido vítima de uma emboscada e que reagiu a uma tentativa de abuso sexual. A família também aponta que um segundo homem, que aparece nas imagens puxando a jovem para dentro da casa, está foragido. Mirela havia se mudado do Acre para o Mato Grosso há cerca de seis anos, logo após a morte de sua mãe, em busca de oportunidades de trabalho. Devido aos altos custos de traslado, o corpo da jovem não pôde ser levado de volta para Rio Branco e foi sepultado na última segunda-feira (7) em solo mato-grossense. ''Ela não tinha relação com esse cara que matou ela. Ela não conhecia ele. Ela era casada. O marido dela é caminhoneiro, não estava lá e não conhecia eles também. No vídeo da pra ver que ela está embriagada e o rapaz que estava no teclado coloca a mão no ombro dela, ela tira, mas ele puxa ela. Eles agiram de má-fé. A gente acredita que levaram ela para lá para abusar dela, mas ela reagiu e não deu tempo'', contou a prima de Mirela. Imagens de câmera de segurança mostram Mirela entrando no imóvel acompanhada de um homem, por volta das 3h19, e o homem deixando o local sozinho cerca de sete minutos depois Arquivo pessoal Família tenta entender o que aconteceu A prima contou ainda que a família ainda tenta entender como a noite de festa terminou com a morte de Mirela. Segundo ela, tudo aconteceu em poucos minutos. “Ninguém procurou ela. Ninguém deu falta dela. Mas foi questão de minutos, sabe? Muito rápido. Aí, quando escutaram, já chamaram a polícia. Quando a ambulância chegou, ela já estava sem vida. Ela não teve nem tempo de ter uma segunda chance'', lamentou. Ainda conforme a família, a jovem não costumava contar muitos detalhes sobre a própria vida. A prima descreveu Mirela como uma pessoa alegre, sorridente e independente. "Ela sempre foi muito alegre. Uma pessoa que a gente podia contar. Muito prestativa. Foi atrás das coisinhas dela pra ter a vida dela e isso aconteceu. Faz tempo que ela não vinha aqui [Acre]", disse. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). VÍDEOS: g1
Família de acreana assassinada a facadas em MT tenta resgatar filho da vítima que está com desconhecida: 'Nos bloqueou'
Escrito em 09/09/2026
Imagens mostram acreana sendo levada para casa onde foi morta a facadas no MT Além da dor de perder a acreana Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, assassinada a facadas no último domingo (6) em Feliz Natal (MT), a família da jovem agora enfrenta outra angústia: a busca pelo filho dela, um menino de apenas 6 anos. A família foi informada que a criança está em Nova Mutum (MT), sob os cuidados de uma mulher que os parentes no Acre não conhecem e que, recentemente, cortou qualquer comunicação com eles. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Segundo relatos de uma prima de Mirela ao g1, que preferiu não se identificar, o menino nasceu no Acre e saiu do estado ainda bebê. A jovem havia deixado o filho temporariamente com essa mulher em Nova Mutum enquanto enfrentava dificuldades pessoais. "Ela tinha deixado ele com essa senhora enquanto estava passando por um período ruim. Depois ela foi se ajeitando e, pelo que ela falava e pelas fotos que mandava, parecia que ele estava bem. Só que agora a gente precisa resolver isso e trazer ele para perto da família", afirmou. LEIA TAMBÉM: VÍDEO mostra acreana sendo levada por homem momentos antes de ser morta a facadas em MT: 'Não conhecia ele' Caso Maria Ramona: o que se sabe sobre assassinato de jovem em apartamento no Acre Quase 1 ano após crime, Justiça marca júri de PM acusado de assassinar esposa na frente das filhas dela no AC Homem é condenado a mais de 50 anos por assassinar esposa e tentar matar neta no Acre Nenhum familiar de Mirela reside em Nova Mutum. Logo após o crime, a mulher que cuidava do menino chegou a entrar em contato com a avó paterna da criança para avisar que ele estava bem. No entanto, a atitude dela mudou assim que a família manifestou o desejo de buscar o garoto para criá-lo no Acre. “Ela falou que ele estava muito bem, que estava bem cuidado, mas quando a gente disse que ia buscá-lo, ela bloqueou, desligou o telefone e ninguém consegue mais falar com ela. O pai dele é daqui [do Acre], a avó é daqui e eles querem trazer ele para cá”, relatou a familiar. O pai do menino foi para Mato Grosso e registrou um boletim de ocorrência para saber o paradeiro do filho. Carlo Alves Soares, de 43 anos, foi preso suspeito de matar Mirela dos Santos Kaluzny a facadas em Feliz Natal (MT) Reprodução Assassinato de Mirela em MT Mirela Kaluzny foi morta no último domingo (6) na cidade de Feliz Natal, que fica a 536 km de Cuiabá. Câmeras de segurança registraram o momento em que a jovem, que aparentava estar embriagada, entra em uma residência acompanhada de um homem por volta das 3h19 da madrugada. (Assista ao vídeo no início da reportagem) Mirela estava no aniversário da filha de uma amiga e permaneceu no local depois que começou uma festa. Cerca de sete minutos depois, às 3h26, um dos homens deixa o imóvel sozinho. Mais tarde, por volta das 3h35, uma mulher aparece entrando na casa. De acordo com a família, foi ela quem encontrou Mirela morta e pediu ajuda. A família afirma que ela não conhecia o suspeito do crime, Carlo Alves Soares, de 43 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar escondido no corredor da casa, embriagado, próximo ao corpo ensanguentado da vítima. Ele confessou aos policiais que havia discutido com a vítima e que a atacou com uma faca. A arma foi encontrada no mesmo corredor durante a perícia. Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, morava em Feliz Natal (MT) havia cerca de seis anos. Ela foi morta a facadas no último domingo (6) Arquivo pessoal Os parentes de Mirela acreditam que ela tenha sido vítima de uma emboscada e que reagiu a uma tentativa de abuso sexual. A família também aponta que um segundo homem, que aparece nas imagens puxando a jovem para dentro da casa, está foragido. Mirela havia se mudado do Acre para o Mato Grosso há cerca de seis anos, logo após a morte de sua mãe, em busca de oportunidades de trabalho. Devido aos altos custos de traslado, o corpo da jovem não pôde ser levado de volta para Rio Branco e foi sepultado na última segunda-feira (7) em solo mato-grossense. ''Ela não tinha relação com esse cara que matou ela. Ela não conhecia ele. Ela era casada. O marido dela é caminhoneiro, não estava lá e não conhecia eles também. No vídeo da pra ver que ela está embriagada e o rapaz que estava no teclado coloca a mão no ombro dela, ela tira, mas ele puxa ela. Eles agiram de má-fé. A gente acredita que levaram ela para lá para abusar dela, mas ela reagiu e não deu tempo'', contou a prima de Mirela. Imagens de câmera de segurança mostram Mirela entrando no imóvel acompanhada de um homem, por volta das 3h19, e o homem deixando o local sozinho cerca de sete minutos depois Arquivo pessoal Família tenta entender o que aconteceu A prima contou ainda que a família ainda tenta entender como a noite de festa terminou com a morte de Mirela. Segundo ela, tudo aconteceu em poucos minutos. “Ninguém procurou ela. Ninguém deu falta dela. Mas foi questão de minutos, sabe? Muito rápido. Aí, quando escutaram, já chamaram a polícia. Quando a ambulância chegou, ela já estava sem vida. Ela não teve nem tempo de ter uma segunda chance'', lamentou. Ainda conforme a família, a jovem não costumava contar muitos detalhes sobre a própria vida. A prima descreveu Mirela como uma pessoa alegre, sorridente e independente. "Ela sempre foi muito alegre. Uma pessoa que a gente podia contar. Muito prestativa. Foi atrás das coisinhas dela pra ter a vida dela e isso aconteceu. Faz tempo que ela não vinha aqui [Acre]", disse. A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901 (68) 99611-3224 (68) 99610-4372 (68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar: Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes; Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia; Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008; Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). VÍDEOS: g1