A inédita vaga de emprego na França... e com salário de até 60 mil euros por ano A França e o Canadá abriram consulados na capital da Groenlândia, Nuuk, nesta sexta-feira (6), em uma forte demonstração de apoio aos groenlandeses e à Dinamarca. O movimento ocorre em meio às crescentes tensões geopolíticas na região do Ártico. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As duas nações se opõem à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar assumir o controle do território dinamarquês semiautônomo. Nas últimas semanas, a ilha esteve no centro das tensões geopolíticas internacionais, após Trump afirmar que o controle dos EUA sobre o território seria uma prioridade de segurança nacional. A renovada pressão do líder americano para adquirir a Groenlândia, onde os Estados Unidos já têm seu próprio consulado, alarmou os aliados europeus e gerou um amplo debate sobre a soberania e a segurança do Ártico. No mês passado, Trump recuou das ameaças de tomar a Groenlândia depois de dizer que havia firmado as bases de um acordo com o chefe da Otan, Mark Rutte, para garantir maior influência dos EUA sobre o território. Até o momento, porém, não foi esclarecido quais seriam os termos do acordo e em que pé estariam as negociações. LEIA TAMBÉM Rússia ataca abrigo de animais na Ucrânia com drones, mata 8 cães e deixa uma mulher ferida; VÍDEO Ataques misteriosos colocam hospitais na Alemanha em alerta para 'guerra híbrida' EUA anunciam novas sanções ao Irã após rodada de negociações sobre acordo nuclear França visa iniciativas científicas e culturais Bandeiras de França, Groenlândia e Canadá Florent Vergnes/AFP A França é o primeiro Estado-membro da União Europeia (UE) a abrir um consulado-geral na Groenlândia, embora na ilha só vivam nove cidadãos franceses. O ministro francês do Exterior, Jean-Noël Barrot, deverá visitar o território nas próximas semanas. "A França reitera seu compromisso de respeitar a integridade territorial do Reino da Dinamarca", afirmou o Ministério francês do Exterior em comunicado divulgado nesta sexta-feira. O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciara os planos para o consulado durante sua visita à Groenlândia no ano passado, em uma demonstração de solidariedade após Trump ter manifestado interesse em adquirir o território. O cônsul-geral francês na Groenlândia, Jean-Noël Poirier, atuou anteriormente no Vietnã e na Líbia. Ele afirmou que o foco inicial será ouvir as necessidades dos groenlandeses e priorizar iniciativas científicas e culturais. "Não tenho medo do frio, das noites de 20 horas. Estive na Líbia no ano passado e passamos por alguns momentos de perigo. Fomos atingidos por projéteis de morteiro, mas aqui não precisarei de colete à prova de balas ou capacete como em Trípoli, então não há problema", disse ele a repórteres. Canadá quer ampliar presença no Ártico Abertura do consulado do Canadá em Nuuk, em 6 de fevereiro de 2026 REUTERS/Stoyan Nenov O Canadá anunciou seus planos em dezembro, quando a ministra do Exterior, Anita Anand, afirmou que o país abriria consulados na Groenlândia e em Anchorage, no Alasca, como parte dos esforços para reforçar sua presença no Ártico. Anand visitou a Groenlândia nesta sexta-feira e participou da abertura do consulado canadense. Ela também se reuniu com seus homólogos da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, em Nuuk, para discutir a colaboração em segurança no Ártico. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, prometeu aumentar a presença militar e de segurança do Canadá na região. VÍDEOS: mais assistidos do g1
Em recado a Trump, França e Canadá abrem consulados na Groenlândia
Escrito em 06/02/2026
A inédita vaga de emprego na França... e com salário de até 60 mil euros por ano A França e o Canadá abriram consulados na capital da Groenlândia, Nuuk, nesta sexta-feira (6), em uma forte demonstração de apoio aos groenlandeses e à Dinamarca. O movimento ocorre em meio às crescentes tensões geopolíticas na região do Ártico. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp As duas nações se opõem à ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar assumir o controle do território dinamarquês semiautônomo. Nas últimas semanas, a ilha esteve no centro das tensões geopolíticas internacionais, após Trump afirmar que o controle dos EUA sobre o território seria uma prioridade de segurança nacional. A renovada pressão do líder americano para adquirir a Groenlândia, onde os Estados Unidos já têm seu próprio consulado, alarmou os aliados europeus e gerou um amplo debate sobre a soberania e a segurança do Ártico. No mês passado, Trump recuou das ameaças de tomar a Groenlândia depois de dizer que havia firmado as bases de um acordo com o chefe da Otan, Mark Rutte, para garantir maior influência dos EUA sobre o território. Até o momento, porém, não foi esclarecido quais seriam os termos do acordo e em que pé estariam as negociações. LEIA TAMBÉM Rússia ataca abrigo de animais na Ucrânia com drones, mata 8 cães e deixa uma mulher ferida; VÍDEO Ataques misteriosos colocam hospitais na Alemanha em alerta para 'guerra híbrida' EUA anunciam novas sanções ao Irã após rodada de negociações sobre acordo nuclear França visa iniciativas científicas e culturais Bandeiras de França, Groenlândia e Canadá Florent Vergnes/AFP A França é o primeiro Estado-membro da União Europeia (UE) a abrir um consulado-geral na Groenlândia, embora na ilha só vivam nove cidadãos franceses. O ministro francês do Exterior, Jean-Noël Barrot, deverá visitar o território nas próximas semanas. "A França reitera seu compromisso de respeitar a integridade territorial do Reino da Dinamarca", afirmou o Ministério francês do Exterior em comunicado divulgado nesta sexta-feira. O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciara os planos para o consulado durante sua visita à Groenlândia no ano passado, em uma demonstração de solidariedade após Trump ter manifestado interesse em adquirir o território. O cônsul-geral francês na Groenlândia, Jean-Noël Poirier, atuou anteriormente no Vietnã e na Líbia. Ele afirmou que o foco inicial será ouvir as necessidades dos groenlandeses e priorizar iniciativas científicas e culturais. "Não tenho medo do frio, das noites de 20 horas. Estive na Líbia no ano passado e passamos por alguns momentos de perigo. Fomos atingidos por projéteis de morteiro, mas aqui não precisarei de colete à prova de balas ou capacete como em Trípoli, então não há problema", disse ele a repórteres. Canadá quer ampliar presença no Ártico Abertura do consulado do Canadá em Nuuk, em 6 de fevereiro de 2026 REUTERS/Stoyan Nenov O Canadá anunciou seus planos em dezembro, quando a ministra do Exterior, Anita Anand, afirmou que o país abriria consulados na Groenlândia e em Anchorage, no Alasca, como parte dos esforços para reforçar sua presença no Ártico. Anand visitou a Groenlândia nesta sexta-feira e participou da abertura do consulado canadense. Ela também se reuniu com seus homólogos da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, em Nuuk, para discutir a colaboração em segurança no Ártico. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, prometeu aumentar a presença militar e de segurança do Canadá na região. VÍDEOS: mais assistidos do g1


