Júlia Moreira - 21 anos- vítima - acidente - Itaúna - Feminicídio Jéssica Moreira/Divulgação A batida que matou Júlia Isadora Moreira de Lima, de 23 anos, aconteceu na madrugada de 9 de maio, logo após ela e o namorado, Gustavo Henrique Rosa Pereira, de 21, saírem da comemoração de aniversário dela, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, Gustavo jogou o carro contra uma carreta estacionada de propósito. O caso é investigado como feminicídio. De acordo com a irmã de Júlia, Jéssica Moreira, o casal namorava havia um ano e meio. A comemoração aconteceu na noite de 8 de maio, em um restaurante. A batida ocorreu logo depois, na madrugada do dia 9. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Os dois saíram juntos do estabelecimento. Segundo a Polícia Civil, Gustavo havia consumido bebida alcoólica e o casal discutia no momento da batida. Júlia foi socorrida com vida, mas morreu dias depois, no Hospital Manoel Gonçalves. “Perder uma irmã é perder parte da minha história”, disse Júlia. O suspeito foi indiciado por feminicídio no início de setembro. Na mesma época, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia à Justiça. Gustavo Henrique - namorado de Júlia, Itaúna Reprodução/Redes Sociais Suspeita de crime Inicialmente tratado como uma ocorrência de trânsito, o caso mudou de rumo durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, Gustavo estava ao volante e teria provocado a colisão de propósito. Para a família, a suspeita de que não se tratava apenas de um acidente surgiu ainda durante a apuração. Jéssica contou que o namorado da irmã não explicou claramente como a colisão havia acontecido. Além disso, segundo Jéssica, o homem não fez o teste do bafômetro e deixou o local após a batida. Júlia permaneceu no carro, acompanhada de amigos, à espera do Corpo de Bombeiros. “Ele não me contava de forma clara como foi o acidente e isso nos levantou suspeitas”, contou Jéssica. Segundo ela, a família acompanhou o inquérito de perto e, há cerca de um mês, já sabia que a polícia havia descartado a hipótese de um acidente comum. “A cidade inteira achava que era só um acidente. A gente acompanhou o inquérito com detalhes. Já tem mais ou menos um mês que sabíamos que não era só um acidente. Aguardamos que a Justiça seja feita”, afirmou. Agora no g1 Relacionamento conturbado Segundo a irmã, a família já percebia que o relacionamento era conturbado. “Eles brigavam com frequência e tinha muito ciúme na relação dos dois”, relatou. Júlia morava com a mãe, em Itaúna, e trabalhava como freelancer em lojas, principalmente como recepcionista e vendedora. Para Jéssica, no entanto, o trabalho era apenas uma parte da história da irmã. Júlia era, sobretudo, uma pessoa presente na família. “Ela era um doce, carinhosa, atenciosa, cuidadora, sempre pronta para ajudar”, contou. Jéssica se lembra especialmente da relação de Júlia com a mãe. Segundo ela, a jovem dizia que cuidaria da mãe quando ela envelhecesse. “Ela sempre falava que ia cuidar da minha mãe quando ela envelhecesse”. Relação de irmãs que começou cedo Jéssica e Júlia tinham dez anos de diferença. A irmã mais velha conta que ajudou a cuidar da caçula desde pequena e que as duas mantiveram uma relação próxima mesmo depois que Jéssica se casou e se mudou para Belo Horizonte. Júlia, inclusive, era madrinha da filha de Jéssica. “Eu cuidei dela, escolhi o nome dela. Hoje moro há seis anos em BH, mas sempre tive uma relação muito próxima com ela. Ela é madrinha da minha menina”, contou. A família também era formada pelos pais e por outro irmão. Segundo Jéssica, a perda não representa apenas a ausência de uma filha ou irmã, mas também a interrupção de uma história que ainda estava sendo construída. “Perder uma irmã é perder parte da minha história”, disse Jéssica. LEIA TAMBÉM: Sargento da PM e esposa são encontrados baleados dentro de casa Família de médico internado após acidente de carro pede doações de sangue Supermercado é multado em mais de R$ 400 mil por diferença de preços A investigação A batida aconteceu no dia 9 de maio, momentos após a comemoração do aniversário de Júlia, no dia 8. O carro em que ela estava bateu na traseira de uma carreta estacionada. Júlia ocupava o banco do passageiro e foi retirada do veículo pelos bombeiros com ferimentos graves. Júlia permaneceu internada no Hospital Manoel Gonçalves e morreu dias depois. Segundo o registro da Prefeitura de Itaúna, o falecimento ocorreu em 14 de maio. O namorado recebeu alta horas após o acidente e foi preso na terça-feira (15), por determinação da Justiça, para preservar a investigação e evitar possíveis interferências na apuração dos fatos. De acordo com a Polícia Civil, a colisão não teria sido acidental. A perícia apontou que o impacto ocorreu principalmente na parte dianteira direita do carro, no lado ocupado por Júlia. Ainda segundo a investigação, o relacionamento tinha histórico de agressões, ameaças, ciúmes e comportamento possessivo. 'Meu maior desejo é a justiça' Para Jéssica, acompanhar a investigação foi uma forma de tentar entender o que aconteceu com a irmã. Agora, a família espera pelo andamento do processo. “Meu maior desejo é a justiça, a verdade que estamos descobrindo. Esperamos que a Justiça não falhe com a gente. Essa é nossa esperança”, afirmou. A família agora tenta reconstruir a vida sem Júlia e, ao mesmo tempo, preservar a memória da jovem que, segundo a irmã, era conhecida pela disposição para cuidar dos outros. Mais do que a jovem que morreu em uma colisão, Jéssica quer que Júlia seja lembrada por quem foi em vida: filha, irmã, madrinha, profissional e uma pessoa sempre disposta a ajudar. “Ela era sempre muito atenciosa com a minha mãe. Estava sempre disponível”. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas
Batida de carro investigada como feminicídio aconteceu após comemoração do aniversário da vítima
Escrito em 18/09/2026
Júlia Moreira - 21 anos- vítima - acidente - Itaúna - Feminicídio Jéssica Moreira/Divulgação A batida que matou Júlia Isadora Moreira de Lima, de 23 anos, aconteceu na madrugada de 9 de maio, logo após ela e o namorado, Gustavo Henrique Rosa Pereira, de 21, saírem da comemoração de aniversário dela, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, Gustavo jogou o carro contra uma carreta estacionada de propósito. O caso é investigado como feminicídio. De acordo com a irmã de Júlia, Jéssica Moreira, o casal namorava havia um ano e meio. A comemoração aconteceu na noite de 8 de maio, em um restaurante. A batida ocorreu logo depois, na madrugada do dia 9. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Os dois saíram juntos do estabelecimento. Segundo a Polícia Civil, Gustavo havia consumido bebida alcoólica e o casal discutia no momento da batida. Júlia foi socorrida com vida, mas morreu dias depois, no Hospital Manoel Gonçalves. “Perder uma irmã é perder parte da minha história”, disse Júlia. O suspeito foi indiciado por feminicídio no início de setembro. Na mesma época, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia à Justiça. Gustavo Henrique - namorado de Júlia, Itaúna Reprodução/Redes Sociais Suspeita de crime Inicialmente tratado como uma ocorrência de trânsito, o caso mudou de rumo durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, Gustavo estava ao volante e teria provocado a colisão de propósito. Para a família, a suspeita de que não se tratava apenas de um acidente surgiu ainda durante a apuração. Jéssica contou que o namorado da irmã não explicou claramente como a colisão havia acontecido. Além disso, segundo Jéssica, o homem não fez o teste do bafômetro e deixou o local após a batida. Júlia permaneceu no carro, acompanhada de amigos, à espera do Corpo de Bombeiros. “Ele não me contava de forma clara como foi o acidente e isso nos levantou suspeitas”, contou Jéssica. Segundo ela, a família acompanhou o inquérito de perto e, há cerca de um mês, já sabia que a polícia havia descartado a hipótese de um acidente comum. “A cidade inteira achava que era só um acidente. A gente acompanhou o inquérito com detalhes. Já tem mais ou menos um mês que sabíamos que não era só um acidente. Aguardamos que a Justiça seja feita”, afirmou. Agora no g1 Relacionamento conturbado Segundo a irmã, a família já percebia que o relacionamento era conturbado. “Eles brigavam com frequência e tinha muito ciúme na relação dos dois”, relatou. Júlia morava com a mãe, em Itaúna, e trabalhava como freelancer em lojas, principalmente como recepcionista e vendedora. Para Jéssica, no entanto, o trabalho era apenas uma parte da história da irmã. Júlia era, sobretudo, uma pessoa presente na família. “Ela era um doce, carinhosa, atenciosa, cuidadora, sempre pronta para ajudar”, contou. Jéssica se lembra especialmente da relação de Júlia com a mãe. Segundo ela, a jovem dizia que cuidaria da mãe quando ela envelhecesse. “Ela sempre falava que ia cuidar da minha mãe quando ela envelhecesse”. Relação de irmãs que começou cedo Jéssica e Júlia tinham dez anos de diferença. A irmã mais velha conta que ajudou a cuidar da caçula desde pequena e que as duas mantiveram uma relação próxima mesmo depois que Jéssica se casou e se mudou para Belo Horizonte. Júlia, inclusive, era madrinha da filha de Jéssica. “Eu cuidei dela, escolhi o nome dela. Hoje moro há seis anos em BH, mas sempre tive uma relação muito próxima com ela. Ela é madrinha da minha menina”, contou. A família também era formada pelos pais e por outro irmão. Segundo Jéssica, a perda não representa apenas a ausência de uma filha ou irmã, mas também a interrupção de uma história que ainda estava sendo construída. “Perder uma irmã é perder parte da minha história”, disse Jéssica. LEIA TAMBÉM: Sargento da PM e esposa são encontrados baleados dentro de casa Família de médico internado após acidente de carro pede doações de sangue Supermercado é multado em mais de R$ 400 mil por diferença de preços A investigação A batida aconteceu no dia 9 de maio, momentos após a comemoração do aniversário de Júlia, no dia 8. O carro em que ela estava bateu na traseira de uma carreta estacionada. Júlia ocupava o banco do passageiro e foi retirada do veículo pelos bombeiros com ferimentos graves. Júlia permaneceu internada no Hospital Manoel Gonçalves e morreu dias depois. Segundo o registro da Prefeitura de Itaúna, o falecimento ocorreu em 14 de maio. O namorado recebeu alta horas após o acidente e foi preso na terça-feira (15), por determinação da Justiça, para preservar a investigação e evitar possíveis interferências na apuração dos fatos. De acordo com a Polícia Civil, a colisão não teria sido acidental. A perícia apontou que o impacto ocorreu principalmente na parte dianteira direita do carro, no lado ocupado por Júlia. Ainda segundo a investigação, o relacionamento tinha histórico de agressões, ameaças, ciúmes e comportamento possessivo. 'Meu maior desejo é a justiça' Para Jéssica, acompanhar a investigação foi uma forma de tentar entender o que aconteceu com a irmã. Agora, a família espera pelo andamento do processo. “Meu maior desejo é a justiça, a verdade que estamos descobrindo. Esperamos que a Justiça não falhe com a gente. Essa é nossa esperança”, afirmou. A família agora tenta reconstruir a vida sem Júlia e, ao mesmo tempo, preservar a memória da jovem que, segundo a irmã, era conhecida pela disposição para cuidar dos outros. Mais do que a jovem que morreu em uma colisão, Jéssica quer que Júlia seja lembrada por quem foi em vida: filha, irmã, madrinha, profissional e uma pessoa sempre disposta a ajudar. “Ela era sempre muito atenciosa com a minha mãe. Estava sempre disponível”. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas


