Oriximiná, no Pará Uchoa Silva/TJPA O município de Oriximiná, no oeste do Pará, recebe nesta semana uma comissão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para uma visita técnica voltada à mediação de uma questão fundiária envolvendo a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana e o território da Comunidade Remanescente de Quilombo de Cachoeira-Porteira. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A iniciativa foi determinada pela Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do CNJ após solicitação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O objetivo é buscar soluções consensuais para a sobreposição parcial entre os dois territórios, já reconhecidos oficialmente pelo poder público. De acordo com o CNJ, cerca de 8% da área titulada coletivamente à comunidade quilombola coincide com a terra indígena. Apesar da situação, o histórico de convivência entre os grupos é considerado pacífico. A visita será conduzida pela Comissão Regional de Soluções Fundiárias da Justiça Federal da 1ª Região, sob coordenação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). Um dos principais objetivos da agenda é validar as coordenadas geográficas de um acordo de limites firmado entre indígenas e quilombolas em 2015, perante o Ministério Público Federal (MPF). O entendimento, no entanto, ainda depende de execução por parte dos órgãos responsáveis. Além da verificação técnica, a comissão pretende acompanhar de perto a forma de gestão compartilhada que já vem sendo adotada pelas comunidades na prática. Diálogo entre instituições A programação reúne lideranças das associações Aikatuk, que representa os povos indígenas, e Amocreq-CPT, representante da comunidade quilombola. Também participam representantes da Funai, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Ministério dos Povos Indígenas, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, do TRF1, do TJPA, além de integrantes do Ministério Público e das defensorias públicas estadual e da União. Ao final da missão, será elaborado um relatório com recomendações voltadas à prevenção de conflitos e ao fortalecimento de soluções construídas em diálogo com as comunidades envolvidas. Soluções fundiárias A ação faz parte da política estabelecida pela Resolução nº 510/2023 do CNJ, que criou a Comissão Nacional e as Comissões Regionais de Soluções Fundiárias. O objetivo é garantir tratamento adequado a conflitos fundiários coletivos, reunindo informações técnicas, sociais e institucionais para subsidiar decisões consensuais e evitar o agravamento de tensões sociais. Agora no g1 VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região
CNJ realiza mediação territorial entre indígenas e quilombolas em Oriximiná, no oeste do Pará
Escrito em 02/06/2026
Oriximiná, no Pará Uchoa Silva/TJPA O município de Oriximiná, no oeste do Pará, recebe nesta semana uma comissão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para uma visita técnica voltada à mediação de uma questão fundiária envolvendo a Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana e o território da Comunidade Remanescente de Quilombo de Cachoeira-Porteira. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A iniciativa foi determinada pela Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do CNJ após solicitação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O objetivo é buscar soluções consensuais para a sobreposição parcial entre os dois territórios, já reconhecidos oficialmente pelo poder público. De acordo com o CNJ, cerca de 8% da área titulada coletivamente à comunidade quilombola coincide com a terra indígena. Apesar da situação, o histórico de convivência entre os grupos é considerado pacífico. A visita será conduzida pela Comissão Regional de Soluções Fundiárias da Justiça Federal da 1ª Região, sob coordenação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA). Um dos principais objetivos da agenda é validar as coordenadas geográficas de um acordo de limites firmado entre indígenas e quilombolas em 2015, perante o Ministério Público Federal (MPF). O entendimento, no entanto, ainda depende de execução por parte dos órgãos responsáveis. Além da verificação técnica, a comissão pretende acompanhar de perto a forma de gestão compartilhada que já vem sendo adotada pelas comunidades na prática. Diálogo entre instituições A programação reúne lideranças das associações Aikatuk, que representa os povos indígenas, e Amocreq-CPT, representante da comunidade quilombola. Também participam representantes da Funai, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Ministério dos Povos Indígenas, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, do TRF1, do TJPA, além de integrantes do Ministério Público e das defensorias públicas estadual e da União. Ao final da missão, será elaborado um relatório com recomendações voltadas à prevenção de conflitos e ao fortalecimento de soluções construídas em diálogo com as comunidades envolvidas. Soluções fundiárias A ação faz parte da política estabelecida pela Resolução nº 510/2023 do CNJ, que criou a Comissão Nacional e as Comissões Regionais de Soluções Fundiárias. O objetivo é garantir tratamento adequado a conflitos fundiários coletivos, reunindo informações técnicas, sociais e institucionais para subsidiar decisões consensuais e evitar o agravamento de tensões sociais. Agora no g1 VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região


