PP lança Eduardo da Fonte como candidato ao Senado na chapa de Raquel Lyra O Progressistas (PP) lançou, neste sábado (1º), a candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte ao Senado Federal. O anúncio foi feito após convenção realizada na sede do partido, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife (veja vídeo acima). Após a desistência do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, anunciada também neste sábado, Eduardo da Fonte vai integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. Cada chapa tem o direito de lançar duas candidaturas ao Senado, que é o número de cadeiras disponíveis no pleito deste ano. Na chapa de Raquel Lyra, também deve ser lançada a candidatura do deputado federal Túlio Gadelha (PSD) ao Senado, que participou da convenção do PP. A convenção partidária do PSD foi marcada para o domingo (2). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Deputado federal desde 2007, Eduardo da Fonte está no quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Além de parlamentar, ele preside o PP em Pernambuco e, também, a federação União Progressista. Nas eleições de 2022, fez campanha em conjunto com seu filho, Lula da Fonte (PP), que também foi eleito deputado federal. A candidatura ao Senado representa uma tentativa de Eduardo da Fonte de deixar a Câmara dos Deputados após duas décadas de mandatos, e conquistar uma vaga na Casa Alta do Congresso Nacional. Em discurso no evento, Eduardo da Fonte agradeceu Miguel Coelho pelo "gesto de grandeza" de desistir da pré-candidatura, e prometeu trabalhar pela saúde dos pernambucanos, principalmente de quem precisa fazer tratamento cardíaco e oncológico no interior e famílias que têm crianças com transtorno do espectro autista (TEA). "Meu amigo Túlio Gadêlha, o que nos une com você, com a governadora Raquel Lyra, a melhor governadora da história de Pernambuco, é que a gente tem a capacidade de se colocar no lugar dos invisíveis, daquelas pessoas que não têm oportunidade. E é por isso que esse time aqui vai percorrer o estado de Pernambuco mostrando aquilo que já realizamos, que nós estamos conseguindo transformar", afirmou Eduardo da Fonte. Eduardo da Fonte (PP) discursa durante a convenção do PP em Pernambuco ao lado de Túlio Gadêlha (PSD), que deve ser lançado no domingo (2) para a segunda vaga do Senado Paulo Veras/g1 PE Disputa por vaga A candidatura de Eduardo da Fonte se consolidou após vencer Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil, dentro de uma disputa interna na federação formada por PP e União Brasil. Eduardo da Fonte tenta se viabilizar candidato à vaga desde pelo menos o início do ano. Até então, Miguel Coelho e seu partido estavam ligados ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), principal adversário da governadora Raquel Lyra e que, também neste sábado, oficializa sua candidatura a governador. Miguel era um dos possíveis candidatos ao Senado na chapa de João Campos, mas sua candidatura competia com diversos outros nomes no grupo da Frente Popular de Pernambuco, como o do senador Humberto Costa (PT), da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) e do então ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Em fevereiro, Miguel Coelho e seus parentes tornaram-se alvos da Operação Vassalos, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema criminoso de desvios de emendas parlamentares. Dias depois, ele rompeu com João Campos e disse que o União Brasil "ficou refém" de um projeto que excluiu o partido. O grupo político dos Coelho passou, então, a integrar a base de apoio da governadora, com quem Miguel passou a participar de agendas políticas e de entregas de obras em todo o estado. Após a aproximação de Miguel Coelho e Raquel Lyra, Eduardo da Fonte chegou a conversar com o grupo de João Campos, mas uma possível aliança não foi para frente, e João Campos anunciou Humberto Costa e Marília Arraes como seus candidatos ao Senado. Nos meses seguintes, no entanto, o nome de Eduardo da Fonte começou a ganhar musculatura política para a disputa, e ele passou a ser incluído nas pesquisas de opinião para o pleito, chegando ao terceiro lugar nas intenções de voto. No fim de junho, a federação fez uma reunião em que aprovou o nome de Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado, já que o PP detém maioria dos filiados entre os dois partidos. A decisão foi ratificada pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, mas desautorizada pelo dirigente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Com isso, o imbróglio seguiu. Os dois partidos se reuniram diversas vezes com a governadora Raquel Lyra, mas nada foi definido até este último fim de semana de convenções partidárias, quando Miguel abriu mão da disputa. Trajetória de Eduardo da Fonte Deputado federal Eduardo da Fonte (PP) Paulo Veras/g1 Eduardo da Fonte Albuquerque Silva é político e deputado federal por Pernambuco. Presidente estadual do PP, está no quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e é uma das principais lideranças da legenda no estado. Eduardo da Fonte foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2006, com 110.061 votos, e tomou posse em fevereiro de 2007. Desde então, conseguiu se reeleger em todas as disputas para a Câmara das quais participou, nas eleições de 2010, 2014, 2018 e 2022. Em sua primeira legislatura, assumiu o cargo de segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, em 2010 até 2012, e foi eleito por unanimidade Presidente da Comissão de Minas e Energia em 2013. Nas eleições de 2022, Eduardo da Fonte foi reeleito deputado federal para o quinto mandato consecutivo com 124.850 votos, e também conseguiu eleger seu filho, Lula da Fonte, que obteve 94.122 votos. Agora, após cinco mandatos consecutivos e quase 20 anos como deputado federal, Eduardo da Fonte tenta disputar pela primeira vez uma vaga no Senado. Calendário de convenções As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para: presidente; governador; Senado (duas vagas por estado); deputado federal; deputado estadual. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias
PP lança Eduardo da Fonte como candidato ao Senado na chapa de Raquel Lyra
Escrito em 01/08/2026
PP lança Eduardo da Fonte como candidato ao Senado na chapa de Raquel Lyra O Progressistas (PP) lançou, neste sábado (1º), a candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte ao Senado Federal. O anúncio foi feito após convenção realizada na sede do partido, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife (veja vídeo acima). Após a desistência do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, anunciada também neste sábado, Eduardo da Fonte vai integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. Cada chapa tem o direito de lançar duas candidaturas ao Senado, que é o número de cadeiras disponíveis no pleito deste ano. Na chapa de Raquel Lyra, também deve ser lançada a candidatura do deputado federal Túlio Gadelha (PSD) ao Senado, que participou da convenção do PP. A convenção partidária do PSD foi marcada para o domingo (2). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Deputado federal desde 2007, Eduardo da Fonte está no quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Além de parlamentar, ele preside o PP em Pernambuco e, também, a federação União Progressista. Nas eleições de 2022, fez campanha em conjunto com seu filho, Lula da Fonte (PP), que também foi eleito deputado federal. A candidatura ao Senado representa uma tentativa de Eduardo da Fonte de deixar a Câmara dos Deputados após duas décadas de mandatos, e conquistar uma vaga na Casa Alta do Congresso Nacional. Em discurso no evento, Eduardo da Fonte agradeceu Miguel Coelho pelo "gesto de grandeza" de desistir da pré-candidatura, e prometeu trabalhar pela saúde dos pernambucanos, principalmente de quem precisa fazer tratamento cardíaco e oncológico no interior e famílias que têm crianças com transtorno do espectro autista (TEA). "Meu amigo Túlio Gadêlha, o que nos une com você, com a governadora Raquel Lyra, a melhor governadora da história de Pernambuco, é que a gente tem a capacidade de se colocar no lugar dos invisíveis, daquelas pessoas que não têm oportunidade. E é por isso que esse time aqui vai percorrer o estado de Pernambuco mostrando aquilo que já realizamos, que nós estamos conseguindo transformar", afirmou Eduardo da Fonte. Eduardo da Fonte (PP) discursa durante a convenção do PP em Pernambuco ao lado de Túlio Gadêlha (PSD), que deve ser lançado no domingo (2) para a segunda vaga do Senado Paulo Veras/g1 PE Disputa por vaga A candidatura de Eduardo da Fonte se consolidou após vencer Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil, dentro de uma disputa interna na federação formada por PP e União Brasil. Eduardo da Fonte tenta se viabilizar candidato à vaga desde pelo menos o início do ano. Até então, Miguel Coelho e seu partido estavam ligados ao ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), principal adversário da governadora Raquel Lyra e que, também neste sábado, oficializa sua candidatura a governador. Miguel era um dos possíveis candidatos ao Senado na chapa de João Campos, mas sua candidatura competia com diversos outros nomes no grupo da Frente Popular de Pernambuco, como o do senador Humberto Costa (PT), da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) e do então ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos). Em fevereiro, Miguel Coelho e seus parentes tornaram-se alvos da Operação Vassalos, da Polícia Federal, que apura um suposto esquema criminoso de desvios de emendas parlamentares. Dias depois, ele rompeu com João Campos e disse que o União Brasil "ficou refém" de um projeto que excluiu o partido. O grupo político dos Coelho passou, então, a integrar a base de apoio da governadora, com quem Miguel passou a participar de agendas políticas e de entregas de obras em todo o estado. Após a aproximação de Miguel Coelho e Raquel Lyra, Eduardo da Fonte chegou a conversar com o grupo de João Campos, mas uma possível aliança não foi para frente, e João Campos anunciou Humberto Costa e Marília Arraes como seus candidatos ao Senado. Nos meses seguintes, no entanto, o nome de Eduardo da Fonte começou a ganhar musculatura política para a disputa, e ele passou a ser incluído nas pesquisas de opinião para o pleito, chegando ao terceiro lugar nas intenções de voto. No fim de junho, a federação fez uma reunião em que aprovou o nome de Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado, já que o PP detém maioria dos filiados entre os dois partidos. A decisão foi ratificada pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, mas desautorizada pelo dirigente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Com isso, o imbróglio seguiu. Os dois partidos se reuniram diversas vezes com a governadora Raquel Lyra, mas nada foi definido até este último fim de semana de convenções partidárias, quando Miguel abriu mão da disputa. Trajetória de Eduardo da Fonte Deputado federal Eduardo da Fonte (PP) Paulo Veras/g1 Eduardo da Fonte Albuquerque Silva é político e deputado federal por Pernambuco. Presidente estadual do PP, está no quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e é uma das principais lideranças da legenda no estado. Eduardo da Fonte foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2006, com 110.061 votos, e tomou posse em fevereiro de 2007. Desde então, conseguiu se reeleger em todas as disputas para a Câmara das quais participou, nas eleições de 2010, 2014, 2018 e 2022. Em sua primeira legislatura, assumiu o cargo de segundo vice-presidente da Câmara dos Deputados, em 2010 até 2012, e foi eleito por unanimidade Presidente da Comissão de Minas e Energia em 2013. Nas eleições de 2022, Eduardo da Fonte foi reeleito deputado federal para o quinto mandato consecutivo com 124.850 votos, e também conseguiu eleger seu filho, Lula da Fonte, que obteve 94.122 votos. Agora, após cinco mandatos consecutivos e quase 20 anos como deputado federal, Eduardo da Fonte tenta disputar pela primeira vez uma vaga no Senado. Calendário de convenções As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto. Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte. Nas eleições deste ano, em 4 de outubro, os brasileiros vão votar para: presidente; governador; Senado (duas vagas por estado); deputado federal; deputado estadual. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias


